alquimista Alberto

Alberto, o grande, nasceu em 1193 em uma família rica de Lauingen e a história de Alberto tem um fato bastante interessante: A Virgem Maria teria aparecido ao jovem após ingressar na Ordem dos Dominicanos e perguntado em qual ciência ele desejava se particularizar. Alberto então, escolheu a Filosofia e a aparição prometeu-lhe atender a esse desejo, dando-lhe conhecimento suficiente para adentrar o mundo da filosofia, mas deixando bem claro que estava “decepcionada” por ele não ter escolhido a teologia e que por isso seria punido: no fim de seus dias voltaria à sua ignorância inicial.

Alberto estudou e tornou-se um Dominicano e partiu para Paris para conquistar o título de magister. Para conseguir o título era necessário ensinar na Sorbonne durante três anos. As suas primeiras conferências foram um triunfo, as suas aulas lotavam e nenhuma sala parecia ser grande o bastante para acomodar os alunos que ansiavam por seus ensinamentos. Desta forma, Mestre Alberto foi obrigado a dar seu curso ao ar livre, numa praça pública que depois ganhou seu nome.

Na Alquimia, Alberto teria deixado cinco tratados assinados por ele, sendo o mais conhecido o “De Alchimia”. Sua autoridade científica era tanta que durante anos nunca se questionou a autoria destas obras, somente mais tarde uma crítica mais apurada notou que Paracelso e Basile Valentim eram citados no “Pequeno Alberto”, sendo que ambos viveram dois séculos depois dele. A partir daí foram feitos estudos que afirmam que na verdade ele não escreveu os tratados e todos atribuídos a eles foram classificados de falsos. Mas novamente estas provas de falsidade forma contestadas anos depois e pelo que se sabe até então é que Alberto foi mesmo o autor de “De Alchimia” ou que pelo menos, esta obra foi escrita sob sua direção e é praticamente certo que ele nunca escreveu nenhum dos outros tratados que lhe foi atribuído com exceção deste. Em meio a esta confusão em que em um momento Alberto é condenado e no outro absolvido, a realidade é simples: os escritos mágicos de Alberto são tratados de Alquimia porém escritos sob uma forma simbólica ainda mais elaborada que todas as outras existentes no gênero. Um exemplo tirado do primeiro capítulo de seu segundo livro “Grande Alberto” diz: “A primeira erva é de Saturno e se chama offodilius. Seu suco é muito bom para apaziguar e curar as dores dos rins e os males das pernas. Dá-se também àqueles que estão incomodados com a bexiga. Cozinhando-se ainda que seja um pouco sua raiz, os andemoniados e os melancólicos que a portarem numa roupa branca ficarão livres, enfim essa mesma raiz expulsa os espíritos malignos da casa”. Este texto aparentemente desprovido de significação ganha sentido no instante em que se percebe que se trata de uma receita alquímica porque se fala de Saturno, isto é, do chumbo, de cozinhar sua raíz, ou seja, extrair a raiz metálica do metal pela cocção para leva-la até o ponto da obra em branco, simbolizada pela roupa da mesma cor.

Em 1260 Alberto foi nomeado bispo de Ratisbona, função que exerceu apenas por dois anos pois detestava cargos oficiais. Permaneceu em diversas missões na Baviera, em Wurzburg e em Colônia.
Em 1279 Alberto perdeu a memória e retirou-se à sua cela monacal que não mais deixou deste então. Morreu em 15 de novembro de 1280 e toda a cidade de Colônia lhe prestou luto solene. Desde sua morte foi honrado como bem-aventurado, o que não impediu certos inimigos de acusa-lo de bruxaria e zombar de sua decadência intelectual no fim da vida. Sua reputação, ao contrário, aumentou cada vez mais junto ao público e milagres forma realizados sobre seu túmulo. Foi canonizado em 1931 pelo Papa Pio XI e em 1941 instituiu-o patrono das Ciências e dos cientistas cristãos.

Curiosidades:
Conselhos dados aos alquimistas por Mestre Alberto:

“1- O alquimista será discreto e silencioso. Não revelará a ninguém o resultado de suas operações.”

“2- Escolherá cuidadosamente o tempo e as horas de seu trabalho”

“3- Executará, segundo as regras da arte, a trituração, a sublimação, a fixação, a calcinação, a solução, a destilação e a coagulação”.

“4- não se servirá senão de vasos de vidro e potes de louça a fim de evitar o ataque dos ácidos”

“5- será bastante rico para fazer as despesas que exigem tais operações.”